
GT 07: Estratégias Insubmissas: narrativas interseccionais de gênero, sexualidade e estudos queer
Coordenação: Patrícia Rosalba (Xique-Xique/PPGA/UFS), Mônica Cristina Silva Santana (Xique-Xique/DCS/UFS) e Lynna Gabriella Silva Unger (Xique-Xique/UFS)
Debatedores: Maria Clara Fontes de Oliveira (PPGA/UFS), Clístenes Emanuel da Silva Costa (PPGA/UFS)
>>>> Sessão única, terça-feira, 02/12 (9h às 12h – Sala 207) <<<<
“Sou uma nega desbotada”: análise das trajetórias de mulheres negras em seu núcleo familiar
Autor: Igor Tadeu Dias dos Santos (Mestrando em Antropologia pelo PPGA/UFS)
igrtadeu.dias@gmail.com
Resumo: O presente trabalho consiste em um estudo exploratório dentro de um núcleo familiar na zona norte de Aracaju–SE, no qual visa entender como as mulheres que compõem esse núcleo têm algum entendimento sobre questões raciais e de gênero, além de saber o impacto que elas exercem em seu núcleo. Também foi abordado a reconstituição de suas trajetórias para saber como elas entendem sobre questões de gênero e raça, bem como, em suas vivências elas observaram essas questões, e como elas abordam. Desta maneira, é buscar o entendimento das trajetórias das mulheres negras periféricas que compõem esse núcleo familiar, ao abordar as suas experiências sociais como mulheres negras e como refletem nas nas criações dos seus filhos e no funcionamento desse núcleo familiar.
Palavras-Chave: Trajetória, Gênero, Racismo, Experiência.
Representatividade seletiva: discursos e performances de gênero entre mulheres de centro-direita na política sergipana
Autora: Gessyca Caroline Lima Silva (Mestranda em Antropologia PPGA/UFS)
gessyca_30@hotmail.com
Resumo: Neste ensaio, será feita uma descrição e análise que tem por objetivo expor contradições entre os discursos de hegemonia política e prática de mulheres políticas de centro-direita. Partindo do pressuposto de que as instituições não são neutras, mas estruturadas por regimes de poder e discursos excludentes, a investigação se concentra nas deputadas federais Delegada Katarina e Yandra Moura, eleitas por Sergipe. O que se propõe é um deslocamento no modo de fazer investigação, não apenas focar nas consequências da dominação, mas entender como ela é construída e sustentada nos discursos e práticas institucionais, afinal de que representatividade estamos falando?
Palavras-chave: Mulheres políticas; poder; discursos de hegemonia.
SE O MESTRE FALOU, TÁ FALADO: agência de um Mestre da Jurema Sagrada na destransição da identidade de gênero de uma ex-travesti
Autora: Kallile Sacha da Silva Araújo (Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social/UFRN).
sasha@dimap.ufrn.br
O trabalho versa sobre pesquisa realizada num terreiro de Jurema Sagrada, na região Metropolitana de Natal/RN, na qual investigo como a agência do Mestre Sibamba orienta a destransição de gênero de uma ex-travesti. A partir de perspectivas antropológicas religiosas e de gênero, tendo como aporte o caminho etnográfico, busco elucidar como a dimensão de poder do Mestre atravessa o processo destransicional e como se dá a reelaboração da fé de Gabriel, dado o desfazimento do corpo travesti. Considero para tanto, a interlocução entre as vivências do Mestre e de seu cavalo , suas percepções de moralidade, as nuances da construção e desconstrução identitária, mobilização de agências espirituais e imateriais, assim como a dimensão relacional humano/não-humano. Partindo da compreensão de que o gênero “age e forma” sujeitas e sujeitos, volto-me para a experiência de destransição de Gabriel, dentro do contexto religioso juremeiro, como referencial para entender as dimensões de poder e violência envolvidas e os consequentes rearranjos em torno da fé e de sua subjetividade.
Palavras-chave: destransição; travesti; Jurema Sagrada